Feeds:
Posts
Comentários

Caríssimos amigos do Magic Teresina!

A muito não escrevo nesse artigo, e muitos são os motivos. Primeiro eu não ter ido ao Nacional foi uma frustração sem fim. Me sentia mais preparado esse ano que no ano passado. A combinação trabalho, mestrado e vida social acabou com muito da minha perícia nessa amado jogo. Hoje estou jogando um draft aqui e acolá no MOL.

E chega uma dia na vida de um homem que ele tem de tomar uma decisão. O magicano que vos escreve irá se casar =) . E isso não é motivo para tristeza, muito longe disso, estou muito entusiasmado com tal evento, ao contrário do que meus amigos de trabalho/magic/vida dizem.

Mas o casamento remete a muito gasto, de tempo e dinheiro. Por isso e por outros motivos pessoais estou recluso do mundo do Magic, por enquanto. Deixei o Magic IRL até ano que vem, claro que não deixarei de acompanhar o mundo do Magic, mesmo por que pretendo jogar os PTQ do MOL, os quais eu recomendo fortemente.

Não irei à Red Dragon tão frequentemente como ia já que não irei participar de campeonatos irl. Claro que recomendo a todos aqui a participarem de todos os eventos de lá. A Red Dragon cresce a cada dia, um espelho disso é que nesse fim de semana houve dois Pré-Releases o que é fantástico para o Magic Local.

Espero em breve postar vídeos dos meus torneios Limited jogados no MOL, não com a frequência que desejo, mas com a que me é permitida nessa nova fase. Continuarei postando aqui, claro, é meu porto seguro no Magic ter cada leitor do blog como confessionário. Estou preparando um report dos últimos torneios limited que disputei no MOL, onde me sagrei campeão em dois deles, jogando de UW e UB. Até lá!

Puff é o gordinho safado aí da fotinha!

Próximo torneio irl: Pré Release de Dark Ascension. Te vejo lá!

Acompanhem o blog do meu amigo e vice-campeão brasileiro, Puff.

http://pufftheplayer.wordpress.com/

 

Vendendo algumas cositas no Ligamagic.com.br

http://www.ligamagic.com.br/?view=forum/leiloes&pssc2=1&lvalor=2&lfinalizado=0&lnfinalizado=1&lnick=Neo-DK

 

Enjoy!

 

A wizards e a devir estão com uma nova proposta para ajudar a divulgar o jogo para novos jogadores. Para isso existirá um evento a nível mundial chamado Magic celebration!

DIA: 11 DE SETEMBRO DE 2011
A PARTIR DAS 14:00 HRS

Será um dia para tazer novos jogadores para engrossar nossa fileira de amigos apaixonados por esse jogo fascinante.

Teremos um evento onde cada novo jogador que não sabe jogar magic terá inscrição gratuita no evento e receberá um deck de 30 cartas TOTALMENTE GATUITO patrociando pela wizards + devir.
Nós entregaremos o deck pro novato e ensinaremos ele a jogar (teremos vários instrutores no dia do evento).

Essa promoção é da devir livraria em parceria com a wizards.
Agora vem a contrapartida da red dragon.

Promoção RED DRAGON “Traga um amigo novato pra jogar”
Cada jogador da loja que trouxer um novato para jogar este evento receberá 1 booster de magic totalmente gratuito por iniciante que trouxer pra participar.

Vamos ajudar a RED DRAGON pessoal, estamos precisando de mais jogadores!

Para não novatos:
A Devir esta patrocinando rodadas de mini-master no magic celebration para aqueles jogadores que já sabem jogar!

Cada cliente receberá 1 ingresso que o autoriza a participar de 1 mini-master

Quando juntarem 8 clientes, cada um recebe 1 booster e o minimaster começa.

Você baralha o seu booster sem olha-lo junto com 3 terrenos básicos de cada e joga com esse deck.
Serão formadas eliminatórias simples entre esses 8 jogadores. Cada vez que você ganha uma melhor de 3 você recebe mais um booster para acrescentar ao seu deck e jogar a partida seguinte. Fazendo as contas os jogadores receberão os seguintes boosters:

1º colocado: 4 boosters
2º colocado: 3 boosters
3º e 4º colocado: 2 boosters
5º ao 8º colocado: 1 booster

TODOS OS BOOSTERS SERÃO DE M12!
Compareçam cedo na loja pois o estoque é limitado.

Vamos participar dessa grande festa!

Legacy Qualifier – Teresina – PI

Data: 02/07/2011.
Horário: 14h

Local: Red Dragon Livraria
Rua das Orquídeas, 352/A
Teresina – PI, 64049-534
(0xx)86 8807-7129

Valor da Inscrição: R$20,00

- Levar papel, caneta e marcadores. Os jogadores são responsáveis pelo seu equipamento de jogo.
- Leve a Deck List já preenchida para facilitar o início do torneio.
- Por favor, seja pontual, seu atraso prejudica o início do torneio.

A premiação será dividida para os 8 (oito) melhores colocados no Suíço da seguinte maneira em porcentagem:

1.º. Lugar – 40% da premiação total.
2.º. Lugar – 20% da premiação total.
3.º. Lugar – 10% da premiação total.
4.º. Lugar – 10% da premiação total.
5.º. Lugar – 5% da premiação total.
6.º. Lugar – 5% da premiação total.
7.º. Lugar – 5% da premiação total.
8.º. Lugar – 5% da premiação total.

Os valores serão arredondados para cima.

**O primeiro e segundo colocado no Top8 ganharão Vaga para disputar o Nacional Legacy. Lembrando que só averá vaga para o segundo lugar , se houver mais de 24 jogadores . **

Contamos a participação de todos.

No meu artigo anterior eu comentei algumas dicas sobre como jogar contra Caw-Blade e durante os comentários falei sobre AGGRO, COMBO E CONTROL. Só depois me toquei que muita gente nunca ouviu falar sobre a santa tríade do Magic e é sobre isso que falarei agora. Para vencer uma partida de Magic o objetivo é sempre o mesmo, mas os meios de chegar lá são os mais variados possíveis. Após vários anos desse jogo maravilhoso, observou-se que independente do deck que se montasse, a estratégia para derrotar o adversário sempre flutuava em torno desses 3 arquétipos que discutirei brevemente.

1º AGGRO: Ter um deck agro significa tentar derrotar o seu adversário o mais rápido possível, quase sempre utilizando-se de criaturas e/ou mágicas de dano direto. Os decks aggros usam e abusam de criaturas poderosas com um custo de mana baixo e o Goblin Guide é o nosso maior exemplo no T2 atual. Muitos não entendem porque utilizar uma criatura que dá terrenos para o oponente, mas entender o famigerado goblin é entender a essência do aggro. Não importa se você dá uma vantagem posterior no jogo para o oponente, pois se e somente se o seu deck funcionar, você destronará seu oponente antes que ele se aproveite dessa vantagem. Além disso, um deck aggro precisa ter uma boa e baixa curva de mana , ou seja, ele precisa fazer mágicas em praticamente todos os turnos e de obviamente nos primeiros turnos!

Um exemplo: Supondo que você usa um deck mono-white de cavaleiros. É melhor ter 20 cavaleiros com custo 2, ou ter 10 cavaleiros 2 e 10 menos poderosos, mas custo 1? Digo a vocês que a segunda opção é melhor, pois enquanto o seu adversário esta baixando a segunda criatura dele no terceiro turno, voce já estará  fazendo a sua terceira, aumentando o dano causado a cada turno. Um deck aggro normalmente não interfere diretamente no jogo de seu oponente. O Aggro puro deve em suma, atacar seu oponente em massa, fazendo com que seus recursos sejam gastos para que uma nova leva de criaturas e mágicas rápidas sejam jogadas. A questão primordial é a escassez  de recursos, por muitas vezes o deck aggro deve ganhar uma partida com sua mão inicial, ou seja, quanto mais explosiva e menos depender de compras ela for melhor será sua partida. Normalmente decks assim não possuem card advantage sendo um jogo 1 para 1 sempre. Administrar seus recursos para serem fortes e constantes é a chave para o Mago Aggro.

DICAS PARA QUEM JOGA DE AGGRO: Analise várias vezes a curva de mana do seu deck, peça ajuda para jogadores que sabem analisar a curva de mana, pois ela é o pilar sustentador do seu deck.

2º COMBO: ter um deck combo significa que você pode ganhar o jogo simplesmente com uma combinação de cartas que gerem um efeito devastador na mesa. Os exemplos mais comuns que temos hoje são os combo do Splinter Twin + Deceiver Exarch ou Primeval Titan + Valakut. Os decks de combo precisam apenas fechar o combo para ganhar, mas, às vezes não é uma tarefa fácil, pois os seus oponentes tentarão interferir na sua jogada e se eles conseguirem impedir existe uma chance enorme que você não consiga mais ganhar. Aquela combinação é sua vitória, não fechar leva você a derrota em 90% dos casos. Combos são fáceis de entender e difíceis de administrar. Os recursos do deck são extremamente limitados ainda mais quando não se tem como repor peças perdidas durante o jogo. Quando você perde sua rainha na terceira jogada de um xadrez a partida está fatalmente decidida contra seu favor. O mesmo acontece com o Magic, sair queimando suas peças de combo é estúpido e infantil, mantenha-se focado em combar e lembre-se sempre, jogar de combo é jogar com o topo do grimório. Muitas partidas são decididas com o topo do deck.

DICAS PARA QUEM JOGA DE COMBO: Cuidado com as anulações, olhe sempre os terrenos desvirados do seu oponente e imagine o que ele pode fazer para parar a sua super-jogada. Jogar de combo não é fácil e exige um bom conhecimento do ambiente e das cartas mais perigosas contra o seu combo que possam aparecer em cada cor.

3º CONTROL: ter um deck control significa, muitas vezes,  jogar em torno do seu adversário, seja anulando suas principais armas (também chamado de control Permission) ou destruindo / inutilizando tudo que seu oponente jogar (também chamado de control Tapout). Geralmente os decks control abusam de cartas que anulam, destroem e descartam (sendo as cores mais fortes para esse arquétipo o branco, o azul e o preto). Após destruir o que lhe ameaçava e deixa seu oponente sem recursos (seja na mão ou na mesa), ou pelo menos o deixar com um número bem reduzido, os controls procuram vencer o jogo com as suas “win conditions”, que são criaturas impactantes com número reduzido no deck,  normalmente possuem um alto custo de mana, que se ficarem na mesa por 3 ou 4 turnos seguidos definem a partida. Alguns exemplos de win conditions são Grave Titan e Baneslayer Angel. Paciência é a virtude do Mago de controle. Mesmo que seus recursos sejam vastos para combater seu oponente, estude cada destuição, anulação ou descarte como se esse fosse seu último recurso. Não desperdiçar recursos significa dizer: na maioria dos casos jogar um Dia do Julgamento em um único Squadron Hawk por que se não fizer você irá ter de descartá-la por excesso é no mínimo estúpido (a menos que esteja com 1 de vida).

DICAS PARA QUEM JOGA DE CONTROL: Não tenha pressa em jogar sua win condition, elas são poucas no deck e você deve valorizá-las. Utilize-as apenas quando seu oponente tiver recursos limitados para fazer algo contra. Se você é daqueles que faz um titan na mesma hora que junta a 6ª mana independente do deck do oponente, reavalie se você realmente gosta de jogar de control. Os decks controls precisam ter compra de cartas para reabastecer as suas anulações/destruições.  Por isso o azul é sempre uma boa escolha para os controls. Em toda jogada de um control procura-se o card advantage. Comprar e usar cartas no mínimo 2 por 1 é a principal estratégia desses magos.

Após entender um pouco sobre cada conceito básico, você agora entenderá o segredo que faz do magic um jogo tão competitivo. A SANTA TRÍADE:

Os decks Aggros, por contarem com grande quantidade de criaturas e matarem rápido, muitas vezes não dão tempo suficiente para que o control se arme, ou mesmo não lhe dão tempo para conjurar suas win conditions. Gravem na memória: Aggro é forte contra Control

Os decks controls por contarem com destruições, descartes e anulações conseguem com boa facilidade impedir um deck de “combar”, inviabilizando apenas uma parte, ou mesmo apenas uma das cartas necessárias para a vitória do combo. Gravem na memória: Control é forte contra Combo.

Os decks combos por necessitarem de apenas uma combinação para ganharem o jogo, podem fazer isso rápido desde que não sejam impedidos, e os decks Aggros não costumam interferir no jogo de seus adversários, preocupando-se apenas em baixar criaturas e bater o mais forte e rapidamente possível. Gravem na memória: Combo é forte contra Aggro.

Assim você entendeu a santa tríade do magic e começou a desvendar os seus mistérios. Mas isso é apenas o começo. Você vai perceber que a maioria dos decks não são totalmente direcionados pro arquétipo, podendo mudar de postura dependendo do jogo ( o Caw-Blade é mestre nisso). Assim sempre que for jogar com alguém que você conhece o deck, pense bem em que abordagem você estará.

Por exemplo: Supomos que você joga de BR Vampires (deck Aggro) e seu adversário é um deck de combo twin+exarca. Seria prudente da sua parte nesta match abusar da postura “control”. Utilizando cartas como duress, inquisition of kozilek e doom blade para parar o combo do seu oponente lhe dando tempo pra jogar.

Se você joga contra um UB control, tente maximizar o dano que você causa nele o mais rápido possível (é melhor no primeiro turno fazer um vicera ser do que um duress por exemplo), antes que ele possa fazer um Grave Titan e aniquilar o seu jogo.

Acho que agora que entendeu que não se trata somente de arquétipos de decks e sim de postura de jogo. Não é fácil saber que postura assumir, nem como assumí-la, mas tente praticar isso. Sempre que estiver em dúvida sobre qual carta é melhor pra jogar naquele turno ou se você deve fazer algo ou não, olhe para o deck do seu adversário, para o seu, identifique os arquétipos e veja qual a melhor postura naquele momento.

Você só aprende isso praticando, por isso jogue muito magic!

Um abraço a todos

Barba, the Planeswalker

Olá caros leitores do MagicTeresina,

Com vocês sabem a abertura da RED DRAGON LIVRARIA trouxe uma grande quantidade de iniciantes para o magic teresinense. Porém para todo bom iniciante, ter um deck Tier 1 (deck top do momento) é uma missão quase impossível a curto prazo.

Mas não é porque você não tem 4 Jace, The Mind Sculptor que você vai desanimar e dizer que só joga após a rotação. É aí que entra o desafio. Fazer um deck to Beat!

Para quem não sabe explicarei alguns conceitos básicos sobre “ambiente”

No T2 (Standard) sempre existe um deck considerado mais forte (atualmente o Caw-Blade). É o deck que a maioria dos jogadores usa em torneios competitivos como os NQTs. Por isso esse deck é considerado a “Field” (ou seja, o campo de batalha, aquilo que você mais vai encontrar em proporção aos outros decks).

Quando você vai participar de um torneio assim você precisa se decidir: Ou você se une a FIELD (no ambiente atual significa jogar de caw-blade) ou você monta um deck “TO BEAT” (ou seja, você monta um deck para derrotar caw-blade). Se você joga com um deck que tem como pior match o caw-blade é hora de reavaliar e pensar o que você pode mudar para resolver isso. Para isso a maioria dos decks se adaptam criando listas fortes contra a FIELD. Se você ainda não tem ou não gosta de jogar com Caw-Blade, é hora de se preparar “TO BEAT”.

O Caw-Blade não é a FIELD a toa. Ele é um deck que funciona bem como Aggro e Control dependendo da mão inicial e de contra quem se joga, tornando o deck versátil e extremamente perigoso! Para quem não conhece ele gira em torno dos seus equips absurdos (Batterskull e Espadas), procurando-os e baixando-os com uma facilidade absurda através do famingerado Stoneforge Mystic. Os Jace, The Mind Sculptor entram para dar o suporte e resolver qualquer situação que o Stoneforge não resolva e não vai faltar criatura para equipar espada depois que o primeiro Squadron Hawk cair na mesa, puxando seus coleguinhas junto com ele.

Aqui vai algumas dicas:

- Se você joga de Aggro: Não tente controlar as criaturas (matando todo Stoneforge ou passarim que aparecer na sua frente). Destruir os equipamentos do caw-blade pode ser a chave para sua vitória (afinal de contas um Stoneforge sem equip é apenas uma criatura 1/2). Para isso use e abuse de cartas como Crush, Nature’s claim, Acidic Slime, Divine Offering, Naturalize e Duress.

- Se você joga de Combo: O combo do twin+exarca é uma boa escolha contra o blade, pois você força o deck a assumir a postura de control, permanecendo com manas destapados e adiando o Stoneforge. Use e abuse dos counters e jaces, impedindo que o jace dele fique na mesa, pois sem ele ficará mais fácil lidar com a quantidade limitada de countes do caw-blade.

- Se você joga de Control: Se tiver preto, abuse dos hand disruption como Inquisition of kozilek e Duress, se tiver azul abuse dos counters como Mana leak e Spell Pierce e não permita jamais que Stoneforge fique na mesa, ele lhe dá brechas que permitem o oponente ignorar seus Counters. Ele pode tirar o seu juízo fazendo e desfazendo o Batterskull N vezes e esgotando os recursos da sua mão.

Daniel Alencar

 

 

Para você, qual a porcentagem do fator sorte dentro do Magic?

Como disse o sábio Jonny Willer: Sorte é a oportunidade encontrando a experiência.

Comentem!

Saudações,

Após ler inúmeros posts de amigos sobre como se deu a iniciação no Magic, criei a coragem/audácia de escrever sobre o meu início também, até mesmo porque, parafraseando meu amigo Dimmy “temos que mostrar para os iniciantes que todo mundo pode conseguir competir no Magic” (ou algo parecido DK, desculpe pelas modificações).

Sempre fui um apaixonado por jogos de estratégia. Antes de conhecer o Magic eu joguei xadrez, damas, War entre outros, dentre eles até mesmo Spellfire, um jogo de card games conforme Magic (bem divertido). Descobri que me divertia mais pensando do que dependendo unicamente de efeitos aleatórios de sorte (como banco imobiliário, estressava-me).

Enfim, foi em 1996 que meu vizinho me apresentou o jogo, dizia ser muito divertido, e que teria uns caras que ele conhecia que jogavam. Ele trouxe dois decks formados e eu fiquei espantado com duas coisas: 1- dois decks!!! Puxa!!! Até o momento eu só jogava com um monte único de Spellfire (não que o jogo fosse assim); 2- o deck dele era muito profissional, pois ele alegava a todo custo que não perderia com aquele deck (éramos tão profissionais que os decks tinham umas 80 cartas).

Todo o convencimento do meu vizinho parecia ser verdade quando perdi várias partidas seguidas, porém com pouco tempo descobri o motivo. Não sabíamos as regras, e sempre havia modificações no meio da partida, além do deck que eu estava usando ser extremamente ruim. Certo dia, enquanto estava na casa do meu vizinho, peguei suas cartas guardadas em meia caixa de sapato (bons tempos aqueles que éramos inocentes e não utilizávamos netdecks) e formei um deck para mim, enquanto ele não parava de me encher a paciência falando que seria impossível formar um deck com aqueles restos.

UUUUhhuuUUUuu, montei meu primeiro deck, um UW com super combos, senão vejamos, percebi que se usasse “Martyr´s Cause” (Sacrifice a creature: The next time a source of your choice would deal damage to target creature or player this turn, prevent that damage) com “Wall of Kelp” (Defender (This creature can’t attack.)  UU, T: Put a 0/1 blue Plant Wall creature token with defender named Kelp onto the battlefield), poderia sacrificar fichas todo turno e não pegaria dano (imagina um combo com apenas uma carta de cada que ainda dá certo! Não sei, só sei que foi assim). Depois desse deck passei a ganhar todas as partidas, inclusive as arenas com ele e meus irmãos, o que foi motivo pra chacotar dele.

Achei tão interessante o jogo que fomos comprar carta pra mim também. Nessa época só uma banca de revistas na frente do Baloon Center que vendia Magic, estavamos na época de Mirage, e logo no primeiro deck de torneio que comprei me apaixonei pelos basiliscos, pois quando causavam dano matavam qualquer criatura.

Pouco tempo depois conheci o Sérgio Júnior, que também possuia muitas cartas e morava a poucas ruas lá de casa. Foi quando trocando cartas com ele descobri meu segundo amor no Magic, o Colossus of Sardia (kkkkkkkkkk, esse não vou nem descrever o que faz). Também conheci decks mais fortes, notando que o meu deck era um lixo, pois peguei uma super surra do baralho de Goblins do Sergio Júnior.

Reduzi meus jogos com os vizinhos e irmão, pois queria enfrentar os jogadores mais experientes e melhores (maldito instinto competitivo). Foi quando fui aprendendo as regras do Magic, pois até então só conhecia o que meu vizinho me contava. Montei novos decks, adquiri novas cartas, mas nada que fosse sensacional, tudo muito modesto.

Após um tempo brincando de Magic (anos que não sei precisar), montei um deck de obrigar os oponente a sacrifiarem suas permanentes com as três criaturas de Rishada, voltando com Cavern Harpy, até mesmo possuia quatro portos de rishada (sim, já tive 4). Foi quando participei do meu primeiro campeonato no shopping. Cheguei em um ambiente em que todos pareciam serem amigos, um cara que organizava (não sabia que seria meu futuro amigo Enoque) entre vários caras que nunca havia visto. Logo no primeiro jogo, enquanto me tremia todo, enfrentei um cara branco feito a peste, usando um baralho de Rebeldes, este era o meu presente irmão/amigo (sim, irmão antes de amigo) Daniel Alencar, que simpaticamente me surrou feito cão sem dono, pois não importava quantas permanentes eu mandava ele sacrificar, os rebeldes sempre voltavam (porra! sai decepcionado, minha ideia era massa). Até então o Daniel não passava de um player que me ganhou no campeonato, anos mais tarde o conheci melhor.

Não desanimei, continuei com meus jogos e incitei outros amigos e primos que moravam em São Luis, e até joguei campeonatos estranhos no Maranhão, em que uma dupla enfrentava outra (muitos anos depois surge o dragão de duas cabeças) e chegamos à final, morrendo pra um baralho de silvos.

Voltando a Teresina, soube que um tal de Enoque (grande Enoque) havia montado uma loja com o nome “Arco do Centauro” (puxa vida! Como eu devo a esta loja) e comecei a frequentar para comprar cartas. Como todo e bom apaixonado pelo jogo, sempre que tinha dinheiro (e eu era bem liso nessa época) visitava a loja para levar uns boosters. Foi quando reencontrei, numa de minhas visitas à loja, o carinha que me surrou com o baralho de rebeldes. Ele andava com uma bata e dizia que fazia radiologia e tinha passado no vestibular de medicina na UFPI, e, assim como eu em Computação na mesma Universidade, havia ficado para o segundo período (acho que no ano de 2000-2001). Descobri que ele morava no Sacy e, como eu morava no Lourival Parente, poderia dar uma carona para ele, desde então sempre ia pra loja comigo.

Não existiu época tão boa quanto àquela em que ia todo mundo no meu Chevette 92 para a Arco do Centauro jogar os campeonatos (Magic também é interação social, com o qual se faz bons amigos), ainda me lembro das brigas de quem estava atrás pra não deixar quem ia na frente abrir os “morcegos”.

Então eu montei um deck de Fogos de Yavmaya para jogar na Arco do Centauro (minha terceira paixão no Magic) logo após a rotação ter derrubado Blastorderma e Explosão de Saprófita, o que indiciava que meu deck seria uma droga, no entanto com a boa ajuda do Centauro Fantasma, Mestiço Selvagem, Rugido do Vorme e Vorme Arrogante, o deck me rendeu 5 campeonatos em primeiro lugar seguidos, e se não me engano o Daniel foi segundo colocado em 4 ou 5 delas, até que ele montou o deck de oposição e Ninho de Esquilos que quebrou minha hegemonia (mas isso ele conta na história dele).

Conheci outros players na loja que estavam em níveis impensadamente mas altos que o meu (tá até parecendo Dragonball z, sempre aparece alguém mais forte! Mas até hoje aparece) como foi o caso do Mário Cravinhos, mas que não dava atenção ao T2 (sempre aparecendo com deck tosco), só ao T1, em que era o demônio destacado em Teresina, usando até mesmo black lotus.

Chegamos em Odisséia, série que eu achava fraca, mas nos trouxe o Psicatogue (minha quarta e ultima paixão do Magic), com ele joguei partidas épicas na Arco do Centauro e depois no Shopping (sim, a Arco fechou), ganhei inúmeros campeonatos e traumatizei um cara gente boa chamado Maycon que até hoje gasta dinheiro com psicólogo por nunca ganhar uma partida de mim com seu Madness (zoação), mas já estava me afastando do Magic por tempo indeterminado, juntamente com o Daniel. Porém, antes de darmos um tempo no jogo, participamos de um campeonato atípico, pois após me classificar para final, esperei o Daniel aparecer para jogá-la comigo usando seu The Rock, e para minha surpresa apareceu um cara novo chamado Dimmy (estava chegando a nova geração do Magic), a partida foi muito dificil, mas, como eu era muito cabeça dura, coloquei uma matriz amortecedora no side que me garantiu a vitória por 2×1 (sim Dimmy, em resposta à sua trajetória, eu me lembro dessa partida).

Depois de nossa saída do jogo, Dimmy levou o Magic por muito tempo em Teresina, mas eu mal o conhecia, pois estava realmente afastado, só jogava Magic arena com o Bruno careca (outro grande irmão/amigo), Daniel, Enoque e Alfredo. Entretanto, como todo bom apaixonado, jogador de Magic não pára, só dá um tempo, o Daniel veio para mim com uma ideia genial (suhsuhsahuas, filho da mãe, sempre me trazendo de volta para o jogo), ele dizia: “Darlam, os caras vão fazer um Campeonato Regional em Teresina, que dá vaga para o Nacional” e eu interpelava: “mas nós não temos cartas para jogar e nem sabemos mais como está o ambiente”, foi aí que ele me convenceu a voltar (sim, foi um bom tempo afastado) e gastamos quase um absurdo cada um para montar um deck Top totalmente do nada! Só não foi mais caro por que participamos de um quiz que o Dimmy fez num campeonato beneficente, que premiava com cartas promos mandadas pela Devir (rapamos bem a premiação).

Demorou a chegar no meu primeiro regional, mas como minha trajetória foi curta não terei muito a contar do meu bant. Primeira match foi contra o Jonny Willer de Cruel Control que ganhei, depois perdi e ganhei outras que não me lembro bem, mas no final não me classifiquei para o Top 8.

Depois do reional voltei a ficar em Stand Bye, e não continuei com o jogo ao nível de disputar campeonatos e tals (a não ser um FNM que eu nem sabia o que significava a sigla que joguei no shopping e ganhei). Mas como o mundo dá muitas voltas e nós sempre paramos no Magic, o Daniel (incrível, ele de novo! Suhsauhashus, para quem pensa que eu to mentindo, precisava ver como foi largar Ragnarok por conta dele) veio com outra ideia genial: “Darlam, vamos abrir uma loja de Magic” e eu que sou outro nojento: “vamos! Na hora”, iniciava-se o projeto de abertura da Red Dragon Livraria.

Procuramos muitooooo por um ponto que fosse legal, perto do shopping (do qual fomos expulsos) e que pudesse ser alcançado com um ônibus apenas. Não estava fácil, tanto que não encontramos e juntando com um período de baixa da Devir, que não tinha material para repassar, resolvemos esperar mais. Quando decidimos voltar aos planos, resolvemos que o certo era ir pra dentro do Shopping Riverside no segundo andar. Fizemos o projeto, fomos aprovados, colocamos o orçamento no papel e descobrimos que precisávamos de um outro sócio, nesse diapasão ninguém poderia ser melhor que nosso amigo Bruno Careca, que também não titubiou.

Incrível é que quando tudo parece estar certo o destino (de nome Administração do Shopping) te dá outra rasteira. Não nos foi permitido por mesas para os campeonatos e estavam com medo do barulho que o jogo poderia fazer! Fail, tudo foi por água abaixo! Menos nossa determinação. Procuramos incansavelmente outro ponto, foi quando encontramos nosso bequinho duas quadras atrás do Riverside. Mas o esforço ainda não tinha acabado, passamos por muita coisa para abrirmos a loja que vocês conhecem hoje! Foi muito tempo, trabalho, investimento (ai como doeu) e dedicação. Aleluia, a loja foi inaugurada e foi um sucesso!

Por fim, agradeço aos leitores que tiveram a paciência de me acompanhar até o final (peço desculpas pelos meus detalhes) eu só tenho algo a dizer: “Foi muito o que passamos, será muito o que ainda iremos passar, mas não tenho a menor previsão de me arrepender, pois foi esse jogo que me trouxe os amigos mais verdadeiros que hoje eu possuo (Daniel e Bruno) assim como todos os outros que não precisam ser mencionados, além da excelente sensação de terminar um dia cansativo de trabalho e encontrar todos os amigos jogando na Red Dragon!!”.

Darlam Porto da Costa

Advogado Militante; Professor de Direito do Trabalho, Direito Tributário e Instituições de Direito Público e Privado; Empresário; Membro Titular da Comissão Intersetorial de Trânsito da OMS/OPAS/PMT e ACIMA DE TUDO: “JOGADOR DE MAGIC”.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.